quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Aprovada Criação de Abelhas Sem Ferrão em Porto Alegre.



Os vereadores de Porto Alegre aprovaram, em 08 de agosto de 2011 o projeto do vereador Adeli Sell (PT) que altera o artigo 74 e inclui o artigo 74-A na Lei Complementar nº 12, de 7 de janeiro de 1975, o qual a proíbe a criação de abelhas no perímetro urbano.

A proposta de Adeli prevê a criação de um Programa Municipal para o Desenvolvimento da Apicultura e da Meliponicultura (Proabelhas) que possibilite criar espécies nativas de abelhas sem ferrão, muitas das quais, ameaçadas de extinção.

O vereador argumenta que no Estado são cerca de 20 tipos de abelhas que não oferecem riscos. Salienta que além do mel, as abelhas auxiliam na preservação do meio ambiente, além de constituir-se em fonte de emprego e renda para inúmeras comunidades.

"Estudos apontam que centenas de espécies são responsáveis por 90% da polinização das plantas brasileiras", lembra Adeli.

Por Vítor Bley de Moraes e Regina Andrade, CMPA

quarta-feira, 15 de junho de 2011


Aprovação de novo Código Florestal ameaça fauna e flora brasileira, diz estudo
Alerta foi feito por pesquisadores da Unesp ligados ao programa Biota-Fapesp


A diminuição das Áreas de Proteção Permanente (APPs) e de Reserva Legal no Brasil, proposta pelo projeto de reforma do Código Florestal aprovado em 25 de maio na Câmara dos Deputados, pode resultar na eliminação de pequenos fragmentos de mata ciliar e de propriedades rurais que são cruciais para a sobrevivência de animais, especialmente os anfíbios.

Isso porque essas espécies utilizam as áreas remanescentes de floresta como áreas de refúgio durante a estação seca e como corredores para se deslocar e buscar alimentos. O alerta foi feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ligados ao programa BIOTA-FAPESP, em carta publicada na edição de 27 de maio da revista Science.

Na carta, os pesquisadores chamam a atenção para o fato de que a existência de pequenos fragmentos da Floresta Estacional Semidecidual – a porção da Mata Atlântica que ocupa, no interior do país, áreas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná – é importante para a manutenção da diversidade de anfíbios, com base em resultados de uma pesquisa de doutorado realizada pelo biólogo Fernando Rodrigues da Silva no âmbito do Projeto Temático “Fauna e flora de fragmentos florestais remanescentes no noroeste paulista: base para estudos de conservação da biodiversidade”, apoiado pela FAPESP.

Em sua pesquisa, intitulada “A influência de fragmentos florestais na dinâmica de populações de anuros no noroeste do Estado de São Paulo”, realizada com Bolsa da Fapesp, Silva instalou poças artificiais em diferentes distâncias de seis fragmentos florestais da região noroeste paulista, para analisar a influência da proximidade do fragmento florestal na diversidade de anfíbios presentes nas poças.

Com isso, o pesquisador constatou que os fragmentos de floresta com 70 a cem hectares mantêm alta diversidade de anfíbios durante o período de reprodução das espécies, quando elas se agregam nos corpos d'água para reprodução.

– A diminuição das APPs e áreas de reserva legal, como pretende o projeto de reforma do Código Florestal, pode eliminar os fragmentos florestais e afetar a diversidade de espécies que ocorrem próximas a eles – disse Silva à Agência FAPESP.

Segundo ele, não se imaginava que os fragmentos florestais fossem tão importantes para espécies consideradas de área aberta (que vivem fora da mata), como os anfíbios da região noroeste do Estado. Porém, a pesquisa demonstrou que, mesmo que essas espécies se reproduzam em área aberta, em momentos específicos de seus ciclos de vida esses animais recorrem aos fragmentos florestais para se alimentar, procurar abrigo na estação seca e se deslocar.

Em função disso, a redução de áreas remanescentes de florestas pode promover o fenômeno da “separação do hábitat”, que é reconhecido como ameaçador especialmente para anuros (sapos, rãs e pererecas). O processo ocorre quando os ambientes que os animais usam para se alimentar e se reproduzir são desconectados, resultando em um ambiente mais hostil durante a migração e a dispersão.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Copo Menstrual: A Menstruação mais Cômoda, Higiênica, Barata e ECOLÓGICA!!!


Os copos mentruais, embora não sejam uma novidade, visto que são produzidos e comercializados desde 1930 (e há registros de rudimentares circulando desde 1867), ganharam popularidade somente na última década. E isto devido as inovações tecnológicas que conferiram mais conforto e atratividade ao produto que evolui em materiais, cores, modelos e tamanhos.

Entre as um milhão de vantagens estão:

Saúde - O copo coletor não possui propriedades absorventes e por isso não altera o pH, a umidade e a flora natural de proteção natural da vagina. O algodão alvejado (utilizado pela maior parte dos fabricantes de absorventes) pode deixar traços de dioxina (um potencial carcinógeno) no algodão. Não há casos relatados de Síndrome do choque tóxico (sigla SCT, geralmente ligado ao uso de tampões tradicionais) em mulheres que usam o coletor. A utilização do copo permite à usuária visualização (e mensuração) do fluxo sanguíneo e melhor conhecimento de sua anatomia reprodutiva.

Economia – podem durar até 10 anos. Algumas marcas anunciam validade indeterminada. O custo inicial de um coletor (atualmente em torno de R$80,00) é maior do que o dos absorventes tradicionais, mas este custo é logo compensado em um curto período de uso.

Redução de resíduo – apenas o fluxo menstrual é descartado, o que contribui para menor produção de lixo. O algodão alvejado dos absorventes é muito prejudicial ao meio ambiente pois pode conter traços de dioxina (um potencial carcinógeno) no algodão.

Comodidade – têm capacidade para um volume de fluxo muito maior do que os tampões ou absorventes, o que permite um uso muito mais longo mesmo entre mulheres com fluxo intenso. Mais portabilidade ao se carregar um único copo ao invés de vários absorventes ou tampões. A utilização é interna (no canal vaginal, mais abaixo que os tampões) não causando sensação de peso e desconfortos ao urinar. Também pode ser usado durante atividade física na água e fora dela, e pode ser usado antes do início da menstruação (ideal para mulheres com ciclos irregulares).

O copo é prático, difícil é a escolha dentre:

Diferentes cores e opacidades
Diferentes alças de remoção
Diferentes tamanhos
Diferentes designs
Diferentes materiais

Vou deixar a dica de minha pesquisa, o que achei de legal e mais inovador neste mercado e também uma o link para uma tabela comparativa de modelos, conforme esta tabela o comprimento é importante para adequação do produto a sua anatomia e o diâmetro é uma questão de conforto
http://sizecharts.livejournal.com/


Miss Cup http://www.misscup.com.br
Produzido: NO BRASIL!
Material: Silicone.
Tamanhos: "A" 43 mm de diâmetro x 56 mm de comprimento.e "B" 40 mm de diâmetro x 56 mm de comprimento.
Alça: haste.
Cores: transparente.



Produzido: na Índia
Material: Silicone.
Tamanhos: 44 mm de diâmetro x 54 mm de comprimento.
Alça: esférica.
Cores: rosa suave ou rosa com lilás.


Me Luna http://www.meluna.com.br
Produzido: na Alemanha
Material: TPE (elastômero termoplástico) em 2 versões, tradicional e soft (25% mais flexível).
Tamanhos: "P" 40 mm de diâmetro x 40 mm de comprimento; "M" 45 mm de diâmetro x 45 mm de comprimento; "G" 45 mm de diâmetro x 54 mm de comprimento..
Alça: haste, anel, esférica e ausente.
Cores: "Tradicional" incolor, roxa, azul, laranja, preta, vermelha e verde. "Soft Cups" rosa, azul. "Edição especial" glitter pérola e azul turquesa.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

“Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos ...
Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta ?"

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Lâmpadas de baixo consumo e de alto perigo.


A partir de 1 de setembro de 2009, as lâmpadas incandescentes de 100W começaram a ser retiradas do mercado.
Embora os stocks existentes ainda possam ser comercializados até terminarem. Depois, serão as de menor consumo.
Por decisão de Bruxelas, as lâmpadas incandescentes serão banidas da União Europeia até 1 de setembro de 2012.
No entanto, as lâmpadas de baixo consumo não são "amigas" do ambiente como nos querem fazer crer, antes pelo contrário...






A ditadura das leis da União Europeia...






Antes de mais, convém saber que o consumo para a produção de luz, representa menos de 15% do consumo total da energia eléctrica.

Uma coisa é estimular a substituição das lâmpadas incandescentes pelas de baixo consumo, outra é a sua proibição. Cada um deveria poder escolher a lampada que quer.
As lâmpadas incandescentes são baratas, e sem qualquer perigo.

http://boulesteix.blog.lemonde.fr/2009/07/02/ampoules-fluo-compactes-entre-racket-et-aberration-technologique/



Lâmpadas de baixo consumo pouco ecológicas.


Como já foi abordado, num artigo anterior, as lampadas de baixo consumo contêm mercúrio (5mg por lampada), produzem radiações ultra-violeta (podendo favorecer o aparecimento de cancro da pele) e radiações electromagnéticas (não devendo ser colocadas em locais demasiado perte dos utilizadores, como secretárias ou mesas de cabeceira). Além que a luminosidade (demasiado branca) é menos agradável que a das lâmpadas incandescentes.



Parece que estamos numa central nuclear! Não é só uma lâmpada partida!


Nos Estados Unidos e no Reino Unido já existem recomendações para aplicar quando uma lâmpada de baixo consume se partir. Como iremos ver, apesar quase nunca ser referido, se partir uma lâmpada, o seu manuseamento não vai ser nada fácil...


Em primeiro lugar deve abrir uma janela e deixar a divisão arejar pelo menos durante 15 minutos. Se a lâmpada tiver caído numa superfície dura, não utilize o aspirador nem a vassoura para apanhar os resíduos. Utilize luvas de borracha e toalhas de papel para apanhar os resíduos para um saco de plástico. Coloque também no saco o papel usado para apanhar os resíduos da lâmpada e feche-o no fim da limpeza. Se a lâmpada tiver caído em cima de um tapete ou carpete, deve remover o que conseguir com as toalhas de papel, e depois as partículas mais pequenas com uma fita adesiva. Se ainda assim precisar de aspirar, deve no fim retirar o saco do aspirador e colocá-lo no saco com os restos da lâmpada. Lave as mãos no fim do processo. Leve o saco para o ecocentro da sua área, para que este resíduo seja devidamente encaminhado ou pode também entregá-lo numa loja de venda de lâmpadas que poderá aceitá-la mesmo partida.



Um negócio da China!


A substituição das nossas antigas lâmpadas pelas novas, representa um mercado gigantesco.
Em média, cada familia têm na sua casa 20 lâmpadas, multiplique esse número pela quantidade de familias existentes na União Europeia, de 500 milhões de habitantes, e descubre o enorme mercado oferecido a meia duzia de empresas.


Sem esquecer que em breve a tecnologia das lâmpadas LED irá substituir estas lâmpadas impostas pela U.E. e aí surgirá um novo negócio!




Benefício energético total, mal avaliado.


É verdade que as lâmpadas de baixo consumo permitem alguma poupança no consumo da luz utilizada numa casa.

Mas não nos devemos esquecer que a sua produção, bastante mais complicada, implica um maior consumo de meios tecnológicos, logo um maior consumo energético no seu fabrico e na sua reciclagem. De salientar também que práticamente 100% das lâmpadas de baixo consumo são produzidas na China, o seu transporte até À Europa representa mais um valor energético acrescido a ter em conta.

Além disso, se é verdade que 95% do consumo eléctrico de uma lâmpada incandescente se perde sob a forma de energia térmica, este aporte no inverno não deixa de ser interessante, não sendo assim necessário um aporte suplementar tão grande no aquecimento da casa, que iria consumir energia.


Tendo em conta todas estas considerações, o balanço energético final não é tão simples e tão benéfico como o habitualmente difundido.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ecologia no supermercado. Artigo 2: O que cabe ao supermercado

A quantidade de lâmpadas: na intenção de chamar a atenção dos clientes para os produtos, os supermercados investem cada vez mais em iluminação muitas vezes exagerando, o que lhes cabe é ter bom senso neste quesito.

Elevadores: num mundo cada vez mais sedentário conheço alguns supermercados que instalaram elevadores para que se suba um andar da garagem subterrânea para o térreo onde fica a loja. A parte que lhes cabe é incentivar o uso de rampas, visto que os elevadores consomem muita energia e são desnecessários para maior parte dos clientes (exceto para os portadores de necessidades especiais, idosos e gestantes para os quais o elevador deve estar disponível). Foi realmente um tiro no pé mas um supermercado em minha cidade destruiu uma rampa e instalou elevadores (ao invés de manter as duas opções) o que tornou a ida a este supermercado bastante desagradável pela espera na fila para descer da loja nos elevadores sempre lotados por carrinhos e pessoas.

Embalagens: cabe ao supermercado incentivar políticas internas de redução de embalagens em todos os seus setores como padaria, açougue, rotisseria, friamberia e etc.

Geladeiras: as geladeiras sem porta ou tampa, que ficam abertas para o mais fácil manejo dos produtos são muito pouco eficientes sob o aspecto energético, e ainda não mantém a temperatura adequada a conservação dos produtos, os supermercados que se atentaram para isso estão economizando energia e não observaram desinteresse dos clientes pelos produtos quando estes ficam atrás de uma porta ou tampa.

Ecologia no supermercado. Artigo 1: Fazendo a sua parte

Após você aproveitar a parte útil (quase sempre comestível) do que comprou no supermercado resta a outra parte que não tendo nada mais a proteger se torna inútil: as embalagens. Ao lado minha coletânea de embalagens de supermercado ao longo da última semana..




As sacolas podem ser utilizadas para embalar o lixo, então aqui você faz a sua parte. Porém em geral trazemos mais sacolas do supermercado que realmente utilizamos então vale vez que outra fazer as compras com uma eco-bag ou mesmo se você está de carro e seu condomínio tem carrinho de compras nem precisa embalar. Certo? Ainda, caso você precise descartar sacolas o faça dutante a coleta seletiva !!


Quanto aos frios, a embalagem pode ser em bandejas de isopor ou filme plástico e depois papel, tenho a impressão de que o filme com papel é menos impactante, mas precisaria de um especialista em materiais para me confirmar. De qualquer maneira o menor uso de embalagem é comprando a peça inteira. Uma peça inteira, embalada com filme e papel possivelmente é a opção mais ecológica (mas sempre depende se você vai precisar de tanto queijo por exemplo, lembrando que você pode congelar ele).

Na padaria é que percebi alguns absurdos por parte dos supermercados, como por exemplo ao pedir um único sonho recebe-lo embalado em uma caixa de isopor. Um saco de papel, típico de padaria, resolve bem e caso você não o descarte corretamente não vai causar muitos problemas por aí pois é bem biodegradável ao contrário do isopor. Então a sua parte é, caso seu supermercado tenha esta política de embalagem, solicitar que embalem seu pedido em saco de pão.

Até o momento eu comentei apenas as embalagens que o supermercado fornece, não entrei no mérito dos terceiros (fabricantes dos produtos lá vendidos), rende outro post com certeza, mas não vou perder o foco.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ecologia no supermercado

Esta semana pretendo desenvolver um assunto que a muito me desperta interesse: redução de impactos ambientais no supermercado.

Achei melhor fragmentar em três partes para desenvolver melhor o assunto, vá direto ao que lhe interessa e eu mantenho meu compromisso de atualizar.

Parte 1: A sua parte (publicação em 23/07)
Parte 2: O que cabe ao supermercado (publicação em 26/07)
Parte 3: O que cabe a concorrência (publicação em 29/07)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Eco telhados

Eco telhados uma idéia razoavelmente simples, porém sensacional.

Eles possuem variados tipos, desde os mais simples com plantas suculentas, hortas, vegetação rasteira, gramados, etc. aos mais sofisticados, com arbustos e árvores de grande porte (o tipo de vegetação depende da estrutura do local). Centenas de benefícios estão associados a esses telhados, dentre alguns deles: captação da água da chuva para uso pessoal ou em condomínios, diminuição do nível de escoamento da água para as ruas (evitando assim enchentes), diminuição da necessidade de manutenção na impermeabilização de prédios, redução da temperatura em nossas cidades que a cada ano ficam mais quentes, uma estética mais bonita aos edifícios, redução de agentes poluentes na atmosfera da cidade, dentre MUITOS outros benefícios. Visionários otimistas já imaginam que em um futuro próximo nós poderemos adotar esses espaços como centros de lazer e relaxamento (diferente do que é visto diariamente no asfalto) e que teremos nosso próprio sustento agrícola vindo de nossos edifícios ou casas, fazendo com que o alimento chegue mais rápido e mais fresco às nossas mesas e assim evitando a poluição gerada pelo transporte diário de veículos pesados que trazem os alimentos de plantações aos nossos mercados e supermercados.

Sugiro a moradores de condomínios grandes que façam circulares com orçamentos e benefícios, incentivando outros moradores que desconhecem esse recurso a aderirem ao propósito. Não penso nesse recurso como uma extravagância e sim como uma necessidade nos dias de hoje.



Porto Alegre ficaria com um horizonte muito mais bonito e resolveria em grande parte os problemas de alagamentos. Sem falar no potencial turístico de uma cidade com telhados verdes como jardins suspensos.

Vaso sanitário ecológico

Poupa água e espaço.
Já passou da hora de sistemas integrados de utilização da água no banheiro serem fabricados!!!
Aí vai um, que por falta de concorrência ainda é caro ;\

segunda-feira, 28 de junho de 2010

13 serrarias embargadas e milhões em multas aplicadas pelo Ibama no Rio Grande do Sul

Encerrada a operação de fiscalização no Rio Grande do Sul para coibir desmatamento ilegal em área de Mata Atlântica. Todas as 25 serrarias do município de Jaquirana, polo madeireiro do estado, foram vistoriadas, o que resultou em 13 embargos, 26 Autos de Infração lavrados, R$2,8 milhões em multas aplicadas, apreensão de 828,86 metros cúbicos de araucária e 3.366,96 metros cúbicos de pinus. Além de inúmeras notificações expedidas exigindo dos empreendimentos o registro no Cadastro Técnico Federal - CTF.

Também foram realizadas duas vistorias em Planos de Manejo de Araucárias na região. Em um deles foi flagrado o descumprimento do alvará de corte expedido pelo órgão de defesa florestal do estado - Defap, inclusive com supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente. Essa ação do Ibama foi realizada em parceria com o Defap.

Segundo Carlos Henrique Jung Dias, um dos coordenadores de campo da ação, “chamou a atenção o descaso em relação ao registro no CTF, já que, mais da metade das empresas fiscalizadas apresentaram algum tipo de irregularidade em relação ao cadastro”.

A operação de fiscalização denominada Cigarras foi deflagrada pelo Ibama/RS em conjunto com o Defap/Sema, Polícia Ambiental e Receita Estadual. O superintendente do Ibama no Rio Grande do Sul, João Pessoa Riograndense, disse que “outras operações de fiscalização estão previstas no estado visando coibir o desmatamento ilegal no Bioma Mata Atlântica”.

sábado, 19 de junho de 2010

Ação na Mata Atlântica: Ibama intensifica fiscalização no Rio Grande do Sul


Porto Alegre (16/06/2010) - Desde o dia 13 deste mês de junho, a superintendência do Ibama do Rio Grande Sul coordena ação de fiscalização no município de Jaquirana, no nordeste do Estado, deflagrada conjuntamente com o Defap/Sema (Secretaria Estadual do Meio Ambiente), Batalhão Ambiental da Brigada Militar e Receita Estadual, para coibir o corte ilegal de Araucárias.

Localizado na borda da Serra Geral, em pleno bioma da Mata Atlântica, o município de Jaquirana tem como matriz produtiva o corte e o beneficiamento do Pinus, espécie florestal exótica largamente plantada na região. No entanto, desde 2007, as serrarias da cidade constam nos levantamentos de informação do Sistema de Documento de Origem Florestal (DOF) do Ibama, como prováveis fontes de irregularidades no corte da espécie nativa Araucária (Araucaria angustifolia), constante na Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção.

Em janeiro de 2010 o levantamento de informações foi intensificado, sendo deflagrada a Operação Cigarras, alusão ao significado indígena do nome Jaquirana, que até o momento contabiliza a 14 Autos de Infração lavrados, num total de R$1,76 milhões em multas. Das oito empresas vistoriadas, seis foram embargadas, ficando apreendidos 820,00 m³ de Araucária e 1.340 m³ de Pinus.

“A transferência de créditos de madeira no sistema DOF de forma fraudulenta, para “esquentar” a supressão ilegal das araucárias retiradas diretamente da mata nativa, é um dos graves ilícitos ambientais constatados” diz Régis Fontana Pinto, Chefe da Fiscalização no Ibama/RS. “Além disso, apenas uma das empresas apresentou o correto licenciamento ambiental, sendo que as outras operavam sem a Licença de Operação ou descumprindo-a” acrescenta o analista ambiental. Outras agressões ao meio ambiente também foram identificadas, como a invasão e dano às Áreas de Preservação Permanente (APP) e o descarte irregular de produtos químicos utilizados no tratamento da madeira diretamente em açudes e riachos.

Todas os crimes ambientais serão comunicadas ao Ministério Público Federal e os infratores responderão na justiça. A madeira apreendida está sendo doada em sua maioria para a construção de casas populares nas prefeituras municipais da região, para o Exército Brasileiro, a Polícia Federal, Policia Militar e a Universidade Federal de Santa Maria.

O superintendente do Ibama no rio Grande do Sul, João Pessoa Riograndense, considera que o fato da operação ter sido articulada com outros órgão da administração estadual aumentou sua eficácia. “As doações sumárias estão seguindo os marcos legais e possibilitando a retirada mais rápida da madeira em posse do infrator”, explica.

Participam da operação cerca de trinta agentes dos vários órgãos envolvidos, sendo que 16 deles são fiscais do Ibama.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Amargo gusto do resíduo




Um cafézinho, um resíduozinho...

Como responde em seu FAQ o site do fabricante:

"As cápsulas de NESCAFÉ® Dolce Gusto® apesar de serem compostas em grande parte por plástico (polipropileno), não poderão ser colocadas no contentor destinado às embalagens (contentor amarelo).
Assim, as cápsulas usadas de NESCAFÉ® Dolce Gusto® podem ser simplesmente colocadas juntamente com o lixo indiferenciado, sendo possível em alguns casos a recuperação da energia contida nos resíduos. "

Em Portugal, outra Máquina de café: a Nespresso, que também utiliza cápsulas, já têm postos de recolhimento das cápsulas para reciclagem.

E aqui pra quando o recolhimento destas cápsulas ???
Ou o que seria melhor, pra quando uma solução de material ou engenharia da máquina para não gerar este resíduo??? ( o qual não pode ser descartado como reciclável até o momento).

Imagem da água contaminada por vazamento de petróleo, no Golfo do México

Governo cria comitê para trabalhar em preservação do Bioma Pampa


Uma medida importante para preservar o Bioma Pampa foi comunicada pela governadora Yeda Crusius, nesta segunda-feira (14), em Santana da Boa Vista: a criação de um comitê para acompanhar o Programa RS Biodiversidade na região Escudo Riograndense. "Esse é o primeiro ato de um contrato de US$ 5 milhões", disse Yeda ao lembrar a assinatura de convênio com o Banco Mundial, em maio desse ano.

Pelo acordo, o Fundo Global para o Meio Ambiente doou ao projeto US$ 5 milhões, com contrapartida do Estado de US$ 6 milhões. "Essa inovação é para que a comunidade do Bioma não precise ir embora", ressaltou Yeda. "É um projeto inovador, em que os produtores receberão recursos", completou.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Giancarlo Tusi Pinto, o projeto vai aproximar o setor produtivo da gestão ambiental e haverá políticas para uma produção sustentável. "Os recursos também serão destinados à capacitação dos produtores", afirmou. Para a prefeita Aline de Freitas a ação vai gerar desenvolvimento para as cidades aliado ao cuidado com o ecossistema.

Sema apresenta plano de trabalho para inventário florestal

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) sediou, nesta segunda-feira (14), uma reunião para estabelecer o plano de trabalho para a realização do Inventário Florestal Nacional /Estadual. A apresentação à sociedade é a primeira ação para a realização do inventário, segundo foi definido no termo de cooperação assinado no mês de entre a Sema e o Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O inventário florestal vai permitir o monitoramento da produção florestal, fornecendo informações sobre a qualidade e distribuição florestal, detectando as mudanças na vegetação, no solo e no clima. , estabelecendo séries temporais para análises de cenários e tendências. O estudo, que identificará a quantidade de florestas naturais e plantadas, a recuperação de áreas degradadas e os usos que o agricultor faz da terra, servirá como instrumento para subsidiar as políticas públicas de desenvolvimento, de uso e de conservação ambiental.

A apresentação foi feita pelo diretor do Departamento de Florestas e Áreas Protegidas da Sema, Rafael Ferreira, e pelo gerente executivo de Informações Florestais do MMA, Joberto Veloso de Freitas. Participaram do encontro representantes das secretarias estaduais da Agricultura (Seappa), do Desenvolvimento (Sedai), da Emater, Farsul, Famurs, Fetag, Fiergs, universidades, Ageflor, sindicatos ligados ao setor, ONGs, técnicos da secretaria e da Fepam, entre outros. Um novo encontro ocorrerá em breve para a apresentação das sugestões para o desenvolvimento do estudo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010


O Diário Oficial de hoje traz instrução normativa assinada pelo presidente do Ibama, Abelardo Bayma, que estabelece “os requisitos técnicos para regulamentar os procedimentos para avaliação do estado de manutenção dos veículos em uso”.

A IN n.º 06, publicada na página 70 da Seção 1, é uma conseqüência de resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama que no ano passado tornou obrigatória em estados e municípios com frota superior a 3 milhões de veículos a implementação de Programas de Inspeção e Manutenção Veicular. Ao Ibama, coube a atribuição de regulamentar os procedimentos técnicos para a realização destas inspeções.

Essa regulamentação visa padronizar todos os procedimentos técnicos da inspeção em um posto constituído para tal fim. Qualquer estado brasileiro que venha a adotar tais programas terá os mesmos procedimentos e exigências para cumprir, conforme orienta a IN do Ibama.

A medida é resultado de estudos realizados, envolvendo técnicos responsáveis em verificar sua aplicação dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro, bem como da Cetesb e os da Diretoria de Qualidade Ambiental do Ibama que são responsáveis pelo Programa de Controle a Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).

A implantação de programas de inspeção de veículos em uso é uma forma de garantir que o seu proprietário faça pelo menos as revisões previstas pelo fabricante como contribuição individual ao controle da poluição do ar, pois, de nada adiantaria impor ao fabricante rígidos limites máximos de emissão de poluentes e ruído, se o veículo após ser comercializado, não tivesse a correta manutenção técnica para assegurar a continuidade e durabilidade dos níveis das emissões homologadas.

Melhorar a qualidade do ar é uma das missões relevantes na agenda do Ibama para garantir um meio ambiente íntegro, conforme preconiza a Constituição e o lema do Proconve que é “MelhorAR Sempre”.

domingo, 6 de junho de 2010

Peixe robô guia cardumes em testes


A vida de muitos peixes, em breve, pode ser salva por robôs – e sem que eles se deem conta.

Um engenheiro do Instituto Politécnico da Universidade de Nova York criou uma pequena máquina em formato de peixe que, simulando o comportamento dos animais, pode guiar cardumes inteiros para afastá-los de situações de risco, como turbinas.
A ideia saiu da cabeça do engenheiro mecânico Maurizio Porfiri, descrito pela universidade como um apaixonado por animais e ficção científica e que é especializado em modelagem avançada de materiais inteligentes.

Ele analisou o comportamento de peixes em seu tanque e percebeu que eles têm uma forma bastante particular de compartilhar informações. Como os peixes tomam decisões com base no que veem e nos fluxos de água que sentem, os líderes dos cardumes procuram bater a cauda mais rapidamente para ganhar a atenção de um grupo e conduzi-lo.

Usando um pequeno tanque em forma de anel, com câmeras, a equipe de Porfiri estudou matematicamente o comportamento de peixes em ambientes unidimensionais. Com base nisso, os pesquisadores construíram um pequeno robô, silencioso e controlado remotamente, que imita a forma de um peixe e cabe na palma da mão. Por enquanto, o falso animal pode nadar por um plano, mas a ideia é que em uma próxima versão ele também seja capaz de mergulhar e emergir.

O robô usa polímeros iônicos que incham e encolhem em resposta a estímulos elétricos de uma bateria, o que faz com que ele se movimente de forma bastante semelhante aos peixes reais. Como peixes de vários tamanhos e espécies diferentes nadam juntos, eles não apenas aceitaram o colega robô, que era maior que todos eles, como também o receberam como líder.

Agora, a equipe estuda outras características dos cardumes, como a percepção do número de peixes no comportamento do grupo - segundo eles, os peixes conseguem contar intuitivamente até três ou quatro objetos ao seu redor. Além disso, eles tentam entender formação, inteligência, capacidade de raciocínio e como esses animais fazem para identificar e fugir de predadores.

Outras aplicações


O desenvolvimento do peixe-robô abriu portas para vários outros estudos, como a captação de energia em ambientes aquáticos por meio de polímeros iônicos, e a criação de "músculos" artificiais que podem operar sem bateria, alimentando-se por ondas eletromagnéticas.

O mesmo modelo matemático pode servir para levar pássaros para novos ambientes, caso seu hábitat seja destruído pelo homem, dizem os responsáveis pelo projeto. A pesquisa ainda pode servir para aplicações em veículos como submarinos, aviões e automóveis terrestres.

domingo, 30 de maio de 2010

Brasil é destino de agrotóxicos banidos no exterior

What a shame!


Campeão mundial de uso de agrotóxicos, o Brasil se tornou nos últimos anos o principal destino de produtos banidos em outros países. Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia (UE), Estados Unidos e um deles até no Paraguai. A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em dados das Nações Unidas (ONU) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Apesar de prevista na legislação, o governo não leva adiante com rapidez a reavaliação desses produtos, etapa indispensável para restringir o uso ou retirá-los do mercado. Desde que, em 2000, foi criado na Anvisa o sistema de avaliação, quatro substâncias foram banidas. Em 2008, nova lista de reavaliação foi feita, mas, por divergências no governo, pressões políticas e ações na Justiça, pouco se avançou.

Até agora, dos 14 produtos que deveriam ser submetidos à avaliação, só houve uma decisão: a cihexatina, empregada na citrocultura, será banida a partir de 2011. Até lá, seu uso é permitido só no Estado de São Paulo.

Enquanto as decisões são proteladas, o uso de agrotóxicos sob suspeita de afetar a saúde aumenta. Um exemplo é o endossulfam, associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil t. "Estamos consumindo o lixo que outras nações rejeitam", resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz, Rosany Bochner.

O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luís Rangel, admite que produtos banidos em outros países e candidatos à revisão no Brasil têm aumento anormal de consumo entre produtores daqui. Para tentar contê-lo, deve ser editada uma instrução normativa fixando teto para importação de agrotóxicos sob suspeita. O limite seria criado segundo a média de consumo dos últimos anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Mais um Parque Eólico para o Rio Grande do Sul

Brasília (21/5/2010) – O Ibama emitiu Licença Prévia ao Parque Eólico Minuano para geração de energia elétrica nos municípios de Chui e Santa Vitória do Palmar, no estado do Rio Grande do Sul. Com capacidade geração de 62 MW. O Parque Eólico será implantado em polígono irregular de 887,8 hectares abrangendo áreas nestes dois municípios.

O Brasil vem melhorando a infraestrutura de geração elétrica em grande parte com energia limpa, estamos em excelente posição em relação ao resto do mundo, 46% da matriz energética brasileira é renovável. Ao assinar a licença o presidente do Ibama, Abelardo Bayma, observou que o país é privilegiado, “tem uma matriz diversificada e de geração limpa. É sempre um mérito para o governo e para a população quando autorizamos um empreendimento como esse”.

A fonte de energia que recebeu o maior número de projetos cadastrados na Empresa de Pesquisa Energética -EPE para os leilões deste ano é a eólica, com 399 parques de geração e um total de 10.569 MW de potência instalada.

É condição para a implantação do Parque Eólico Minuano que as redes interligadoras sejam subterrâneas dentro da área do empreendimento, sendo preciso também executar os projetos de monitoramento de fauna durante o período de um ano antes de sua instalação.

A Minuano Energia Eólica deverá ainda apresentar ao Ibama a aprovação do Departamento Aeroportuário do estado do Rio Grande do Sul, referente a cones de aproximação de campos de pouso próximos.

Normalmente, a competência de licenciamento desses empreendimento é do órgão estadual, mas nesse caso ele se encontra na divisa com o Uruguai e coube ao Ibama licenciá-lo.

Ascom/Ibama
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